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A Solidão do Ator e a Morte: Um Paralelo

 

 

O ator, quando só ou acompanhado, padece da solidão se sua figura. Ora sabe o que é, ora não. É meio personagem, meio ele mesmo. Misto de emoções que se confundem e deixam a impressão de que aquele ser, no palco, não existe.

Existe sim. Porém, por pouco tempo.

O princípio de todo artista – ator – é se entregar de corpo e alma ao que a personagem propõe. Isso quer dizer que ele terá que exercitar o seu desprendimento, a sua ganância de ser ele mesmo. Sendo assim, deixa de ser parte si mesmo, para virar parte de outro, dentro de uma obra qualquer.

Os seus movimentos não são seus, a sua fala não é sua, a sua dança não pertence ao seu corpo. Sendo assim, ele é nada mais é do que reflexo de seu simulacro construído para viver suas Medéias, Antígonas, Desdêmonas, Creontes, entre outros.

Vale-se de sua imaginação na composição do ato. Se egóico, confunde-se com si mesmo e pode levar a dor ao máximo de seu poder. Se distante, pode levar a dor ao crível, fazendo com que a cena atinja seu ápice, sem machucar o ser que lhe da vida (a personagem).

Em um caso ou em outro, existe uma espécie de morte. Deixa de ser para que outro seja e assim sucessivamente.

O exercício do ator é se manter vivo, mesmo que as tantas vidas que ele encena lhe tirem muito do seu ser. O desafio é permanecer, mesmo entre tantas mortes. Consensuais, é verdade, mas não por isso menos dolorosas. E se ao final houver prazer, maravilha! O exercício foi feito com sucesso.

Afinal, como na música, levar o personagem pra cama pode acabar sendo fatal. Não levá-lo significa que a missão foi cumprida. O caso foi contado e seu emissor, preservado.

 

Nosso Autor / Colaborador

Nome: Luiz Prata

Profissão: Ator

Onde Vive: Rio de Janeiro – RJ

Contato:  guprata@hotmail.com

Redes Sociais:  Facebook

 

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